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CASES

Black Friday do R$ 1,5 milhão

O que fez a conta fechar não foi o desconto. Foi responder em 9 minutos.

Desafio

Encher turma de ENEM e PAS na semana mais cara do ano, disputando o mesmo leilão que todo concorrente, só com Meta Ads.

Estratégia

Campanha por unidade e por curso, lead caindo direto no WhatsApp do comercial e corte diário de todo anúncio que ficasse caro.

Números

R$ 22.948,52 investidos → R$ 7 milhões em oportunidades → R$ 1,5 milhão em matrículas · 368 conversas · 115 matrículas · ROAS de 65x

O contexto

Para um cursinho preparatório, a Black Friday não é uma data de varejo. É a janela em que o aluno que estava adiando a decisão do ano seguinte finalmente decide — e a janela em que todo concorrente está no mesmo leilão, ao mesmo tempo, pelo mesmo público.

Este case é de um cursinho do Distrito Federal, publicado sem o nome do cliente por opção dele. A missão era encher turma de ENEM e PAS usando exclusivamente Meta Ads, com pouco menos de R$ 23 mil de verba.

A ideia errada sobre Black Friday

A leitura comum é que campanha de Black Friday se resume a ligar anúncio com desconto e torcer. Nessa leitura, o resultado depende do tamanho do desconto e do tamanho da verba — duas alavancas que qualquer concorrente também tem.

A operação aqui foi montada em cima de três decisões estruturais que não custam mídia.

Decisão 1 — Campanha separada por unidade e por curso

Cada unidade teve a própria campanha e cada curso teve o próprio anúncio. Isso multiplica o trabalho de montagem e de acompanhamento, e devolve duas coisas: quem vê o anúncio se reconhece nele, e o relatório passa a mostrar onde o real rende mais em vez de uma média única.

Decisão 2 — O lead cai direto na conversa

Nada de formulário que vira planilha para alguém ligar depois. As campanhas foram de conversão para WhatsApp e finalização de compra, caindo direto no time comercial preparado para responder na hora.

O tempo médio de resposta ficou em 9 minutos. Numa semana em que o aluno está pedindo preço para cinco escolas ao mesmo tempo, essa é a diferença entre atender e ser o quinto a responder.

Decisão 3 — Decisão todo dia

A operação foi acompanhada diariamente, com otimização contínua de públicos, criativos, posicionamentos, orçamento e distribuição entre campanhas.

A regra era simples e sem apego: anúncio que custava caro morria em 24 horas; público que respondia bem recebia mais verba no dia seguinte. Numa campanha de semanas, deixar um anúncio ruim rodando três dias a mais custa mais caro do que qualquer erro de criativo.

Os números

IndicadorResultado
PlataformaMeta Ads
InvestimentoR$ 22.948,52
Impressões1.179.377
Alcance594.241 pessoas
Conversas via WhatsApp368
Finalizações de compra115
Oportunidades geradasR$ 7 milhões
Receita em matrículasR$ 1,5 milhão

A conta do retorno

Com R$ 22.948,52 investidos e R$ 1,5 milhão em receita de matrícula, o retorno sobre o investimento em publicidade ficou em aproximadamente 65 vezes. Cada real colocado em mídia voltou como aproximadamente R$ 65 de faturamento.

Duas leituras auxiliares ajudam a entender de onde veio esse número:

  • o custo médio por conversa gerada ficou em torno de R$ 62,36;
  • a taxa de finalização de compra em relação às conversas ficou em torno de 31%.

É essa segunda linha que sustenta a primeira. Uma conversa a R$ 62 seria cara se apenas 5% delas virasse matrícula. A quase um terço de conversão, ela é barata — e a diferença entre os dois cenários não está no anúncio, está no que acontece depois que a mensagem chega.

O pipeline gerado equivale a mais de 305 vezes o valor investido em mídia. Vale registrar a diferença entre as duas contas: oportunidade é dinheiro na mesa do comercial, matrícula é dinheiro no caixa. As duas são úteis, mas só a segunda paga boleto.

O que esse case ensina

Verba não enche turma sozinha. O que fez a conta fechar foi estrutura, acompanhamento diário e velocidade de resposta — três coisas que não aparecem no criativo e não custam mídia adicional.

Há também um aprendizado de calendário. Uma campanha desse tamanho não começa em novembro. Ela começa meses antes, com oferta definida, base organizada e time comercial pronto para responder. Agosto arruma a casa, setembro aquece, novembro converte.

Por fim, uma ressalva honesta: as plataformas mudaram desde essa campanha. O Meta passou a ler o criativo para decidir quem vê o anúncio, e a segmentação manual que funcionou aqui hoje limita mais do que ajuda. O método — separar, acompanhar, responder rápido — continua válido. A execução precisa ser refeita a cada temporada.

Thales Sedenho, fundador da Pipa Marketing, trabalhando no notebook

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